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	<title>Fronteiras da pele</title>
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	<description>Ana Maria Ramiro</description>
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		<title>O livro</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 05:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fronteirasdapele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fronteiras da Pele (2009) é o terceiro livro de poemas de Ana Maria Ramiro. Publicado por Lumme Editor numa nova série, intitulada Caixa Preta, que tem como proposta publicar livros de autores brasileiros que realizam uma pesquisa poética imaginativa e com artesanato de linguagem. A série, organizada pelo poeta Claudio Daniel, conta ainda com títulos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fronteirasdapele.wordpress.com&amp;blog=8810593&amp;post=81&amp;subd=fronteirasdapele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-82" title="fronteiras_da_pele" src="http://fronteirasdapele.files.wordpress.com/2009/08/fronteiras_da_pele5.jpg?w=180&#038;h=300" alt="fronteiras_da_pele" width="180" height="300" /></p>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2773113&amp;sid=8961351371179355738756211&amp;k5=167603D9&amp;uid="><strong>Fronteiras da Pele</strong></a> (2009) é o terceiro livro de poemas de Ana Maria Ramiro. Publicado por <a title="Lumme Editor" href="http://www.lummeeditor.com/" target="_blank">Lumme Editor</a> numa nova série, intitulada Caixa Preta, que tem como proposta publicar livros de autores brasileiros que realizam uma pesquisa poética imaginativa e com artesanato de linguagem. A série, organizada pelo poeta Claudio Daniel, conta ainda com títulos inéditos de autores como Horácio Costa, Wilson Bueno, Elson Fróes, Andréa Catropa, Virna Teixeira e Jorge Lucio de Campos.</p>
<p>A obra é o resultado de um projeto iniciado em Brasília e que levou dois anos para ser concluído. Fruto, em grande medida, de várias interferências diretas e indiretas: visuais, sonoras e pessoais (filmes, livros e até viagens), que acabaram influenciando a autora em seu processo de tratamento com a linguagem.</p>
<p>Para ela, a pele é a fronteira por excelência, que nos distancia da realidade e do <em>outro</em>, e os sentidos são suas microfronteiras. Assim, cada poema do livro foi elaborado como um ente corpóreo, autônomo, e busca tratar das micropercepções sensoriais reveladas na linguagem (as palavras como pequenas peças de tabuleiro, escolhidas a partir da realidade).</p>
<p>Fronteiras da pele (Lumme Editor, 2009) pode ser encomendado no site da <a title="Livraria Cultura" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2773113&amp;sid=8961351371179355738756211&amp;k5=2846AA09&amp;uid=" target="_blank">Livraria Cultura</a> ou diretamente por email para: vendas@lummeeditor.com</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fronteirasdapele.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fronteirasdapele.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fronteirasdapele.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fronteirasdapele.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fronteirasdapele.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fronteirasdapele.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fronteirasdapele.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fronteirasdapele.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fronteirasdapele.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fronteirasdapele.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fronteirasdapele.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fronteirasdapele.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fronteirasdapele.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fronteirasdapele.wordpress.com/81/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fronteirasdapele.wordpress.com&amp;blog=8810593&amp;post=81&amp;subd=fronteirasdapele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Agenda: LANÇAMENTO EM LONDRINA</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 05:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fronteirasdapele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[“Fronteiras da pele” será lançado dia 12 de agosto na Casa de Cultura da UEL &#8211; Artes Plásticas Em seu novo livro, a poeta e tradutora paulista Ana Maria Ramiro, reúne poemas que trabalham a relação entre linguagem, arte e corpo A poeta e tradutora paulista Ana Maria Ramiro faz o lançamento do seu novo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fronteirasdapele.wordpress.com&amp;blog=8810593&amp;post=50&amp;subd=fronteirasdapele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>“Fronteiras da pele” será lançado dia 12 de agosto na Casa de Cultura  da UEL &#8211; Artes Plásticas</strong></p>
<p><strong>Em seu novo livro, a poeta e tradutora paulista  Ana Maria Ramiro, reúne poemas que trabalham a relação entre linguagem, arte  e corpo</strong></p>
<p>A poeta e tradutora paulista Ana Maria Ramiro faz o lançamento do  seu novo livro “ Fronteiras da Pele” (Lumme Editor, 2009), na quarta-feira,  dia 12 de agosto,  às 19 horas, na Casa de Cultura da Universidade de Londrina (UEL &#8211; Artes Plásticas), localizada na Avenida JK, 1973 &#8211; Londrina &#8211; Paraná.</p>
<p>Durante o lançamento serão realizadas leituras de poemas  por Célia Musilli, Karen Debértolis, Meire Vallin, Janete El Haouli,  Fernanda Magalhães, Carolina Sanches e outros convidados.</p>
<p>Mais informações:<a href="mailto:ana.ramiro@uol.com.br"> ana.ramiro@uol.com.br</a></p>
<p>Assessoria de  Imprensa:<br />
Karen Debértolis: (43)9944-4230</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fronteirasdapele.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fronteirasdapele.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fronteirasdapele.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fronteirasdapele.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fronteirasdapele.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fronteirasdapele.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fronteirasdapele.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fronteirasdapele.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fronteirasdapele.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fronteirasdapele.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fronteirasdapele.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fronteirasdapele.wordpress.com/50/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fronteirasdapele.wordpress.com/50/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fronteirasdapele.wordpress.com/50/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fronteirasdapele.wordpress.com&amp;blog=8810593&amp;post=50&amp;subd=fronteirasdapele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Comentários dos leitores</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 01:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fronteirasdapele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Observo um viés mito-antropológico. Poemas cápsulas que encastelam vestígios de consagração, a busca de um cerne, um fluido vital (imemorial?) perdido (a palavra/-hóstia-/ingeri-la). Essa suspeita talvez se confirme, quem sabe, pela predominância dinâmica do verbo, em várias ocasiões (lapidar escombros, embotar o gris/romper, seguir a lógica da nuvem, buscar o todo, etc.). Como uma relação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fronteirasdapele.wordpress.com&amp;blog=8810593&amp;post=28&amp;subd=fronteirasdapele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<blockquote><p>Observo um viés mito-antropológico. Poemas cápsulas que encastelam vestígios de consagração, a busca de um cerne, um fluido vital (imemorial?) perdido (a palavra/-hóstia-/ingeri-la). Essa suspeita talvez se confirme, quem sabe, pela predominância dinâmica do verbo, em várias ocasiões (lapidar escombros, embotar o gris/romper, seguir a lógica da nuvem, buscar o todo, etc.). Como uma relação de tarefas ritualísticas, afazer sobre a afasia, uma exposição de dilemas, um desnudar-se (Ecdise) em potência, despir-se.</p>
<p>Destaco nessa primeira fase os poemas El tájin, Teocalli (poema cheio de in/sumo antopológico), Origami urbano, Simetria, o minimal Quanta, Linhas de fuga, Dervixe, Pacto, Circus maximus, Ecdise, Abissínia, Borderline (muito bom!).</p>
<p>Diários de não-eu é um capítulo à parte. Prosa de peso. Com destaque para o baita texto da pag. 50. Bárbaro! Talvez um pequeno e raro caderno de predileções, de destinos marcantes; uma cartografia afetiva, quem sabe. Você reproduziu bem essa perplexidade entranhável, sem cair no xamanismo poético. Valeu mesmo!</p></blockquote>
<p>(CÂNDIDO ROLIM, FORTALEZA)</p>
<blockquote><p>O Francisco me passou um exemplar de Fronteiras da Pele, que estou lendo aos poucos, que beleza! Tua escrita é uma das melhores da geração mais nova, e fico feliz em ter dado uma pequena contribuição para divulgar o teu trabalho, cuja qualidade é reconhecida, cada vez mais, entre os pares.</p></blockquote>
<p>(CLAUDIO DANIEL, SÃO PAULO)</p>
<blockquote><p>Comprei o seu <em>Fronteiras da pele</em> aqui no Rio, num evento organizado pelo Claudio do qual participei. O seu livro ficou incrível, vi que você acrescentou outros poemas em relação àquela plaquete que tinha me mandado. Está super bacana. (&#8230;) Foi uma ótima surpresa!</p></blockquote>
<p>(IZABELA LEAL, RIO DE JANEIRO)</p>
<blockquote><p>Tenho um certo fascínio em relação a poetas como o Cláudio Daniel, o Fred Barbosa, o Amador Ribeiro Neto, que produzem o que se denominou chamar de neo-barroco. Também me chamam a atenção o texto surrealista em prosa &amp; verso do José Geraldo Neres e a vertente ioruba-pós-concretista do Rolim e do Ronald Augusto. (&#8230;) No entanto, admirei muito este teu último livro. Neste trabalho, o enquadramento neste seleto grupo fica bem delineado, com o acréscimo de um cuidado legal com a musicalidade do poema.</p>
<p>Admiro o trabalho exaustivo com a palavra, o uso do inusitado nas imagens e signos, algo que não tenho, pois  minha imersão na poesia social &amp; participante e no minimalismo são notórias. Por isso minha reverência &amp; referência.</p></blockquote>
<p>(RICARDO MAINIERI, PORTO ALEGRE)</p>
<blockquote><p>Aproveito para mandar um beijo. E dizer que adorei seu livro, <em>Fronteiras da Pele</em>, que Francisco me enviou. Parabéns.</p></blockquote>
<p>(LÍGIA DABUL, RIO DE JANEIRO)</p>
<blockquote><p>Querida poeta Ana Maria Ramiro, seu &#8220;Fronteiras da Pele&#8221; foi uma grata surpresa  para mim. Pela sua economia     verbal, pelo ritmo sincopado do seu verso, pela  escolha de palavras próprias. Vim lendo, na viagem de volta ao Brasil, alguns  livros que ganhei em Lisboa, e o seu me deu muita satisfação, como, também, o  prazer de lhe conhecer. Dê notícias. Beijão, Salgado Maranhão.</p></blockquote>
<p>(SALGADO MARANHÃO, RIO DE JANEIRO)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fronteirasdapele.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fronteirasdapele.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fronteirasdapele.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fronteirasdapele.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fronteirasdapele.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fronteirasdapele.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fronteirasdapele.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fronteirasdapele.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fronteirasdapele.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fronteirasdapele.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fronteirasdapele.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fronteirasdapele.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fronteirasdapele.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fronteirasdapele.wordpress.com/28/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fronteirasdapele.wordpress.com&amp;blog=8810593&amp;post=28&amp;subd=fronteirasdapele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Alguns poemas</title>
		<link>http://fronteirasdapele.wordpress.com/2009/08/01/poemas/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 00:48:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fronteirasdapele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[AYAHUASCA Entre Totomoxtle e Coatzintlali, tomba um cacto eletrônico Coiotes passam dissimulados, uivando cóleras descrevem órbitas os olhos vidrados do apache Escavar rugosidades no corpo inerte, labirintos traçados com artifício, dessangrar o mártir, expor o cerne, extrair a víscera a palavra -hóstia- ingeri-la e ver os vermelhos Más allá de todo sentido de toda forma. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fronteirasdapele.wordpress.com&amp;blog=8810593&amp;post=25&amp;subd=fronteirasdapele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-60" title="poemas" src="http://fronteirasdapele.files.wordpress.com/2009/08/poemas.jpg?w=300&#038;h=225" alt="poemas" width="300" height="225" /></p>
<p><strong>AYAHUASCA</strong></p>
<blockquote><p>Entre Totomoxtle e Coatzintlali,<br />
tomba um cacto<br />
eletrônico</p>
<p>Coiotes passam<br />
dissimulados, uivando<br />
cóleras<br />
descrevem órbitas<br />
os olhos vidrados<br />
do apache</p>
<p>Escavar rugosidades<br />
no corpo inerte,<br />
labirintos traçados<br />
com artifício, dessangrar<br />
o mártir,<br />
expor o cerne, extrair<br />
a víscera</p>
<p>a palavra<br />
-hóstia-<br />
ingeri-la</p>
<p>e ver<br />
os vermelhos</p>
<p>Más allá</p>
<p>de todo sentido<br />
de toda forma.</p></blockquote>
<p><strong>WOOLF</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align:left;">Toda vez que o mar recua, algo de inocente se perde.<br />
A longa estação embaralha discursos urbanos, duas pedras<br />
de gelo, duas doses de gim, uma tempestade. Antes não era<br />
assim, fazia sol em manhãs constantes, sem vícios. Ofélia<br />
ofegava glamour rosa, frágil feto afogado em seu tubo de<br />
ensaio (absinto) e um príncipe de saias caçava incólume<br />
na cornualha, cabeça a prêmio, galhada pregada na parede<br />
do palácio, olhos esbugalhados ostentando a glória<br />
taxidermista. Stop motion. Só o mar avança (em flashes)<br />
e o dedo desliza prestidigitadora (mente) no gatilho.</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
</blockquote>
<p><strong>OFÉLIA RELOADED</strong></p>
<blockquote><p>Senhora<br />
dona de mim,<br />
não reparta<br />
o cristal escarlate</p>
<p>iguanas se formam<br />
em meus bolsos,</p>
<p>lodo no copo,<br />
flor esgarçada<br />
no sexo,</p>
<p>retira a joia<br />
torpe,<br />
subverte<br />
o vate</p>
<p>vela,<br />
lâmpadas cáusticas<br />
vertem fogos<br />
fátuos,</p>
<p>descasca-lhe o frio<br />
dorso,<br />
incrusta um nome<br />
às avessas</p>
<p>verbo,<br />
seda luxuriante<br />
que dilacera</p>
<p>o corpo inerte,<br />
mortalha silente,</p>
<p>olhar os próprios olhos,<br />
enquanto tomba<br />
a cabeça<br />
e desaprender a dor<br />
num instante,</p>
<p>essa voluptuária<br />
serpente<br />
de jaspe</p></blockquote>
<p><strong>ANA MARIA RAMIRO</strong></p>
<p>(todos os direitos reservados)</p>
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		<title>Influências</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 23:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fronteirasdapele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha inclinação para a poesia se iniciou na adolescência e me lembro que a leitura de Alberto Moravia e de Baudelaire (As Flores do mal) me apresentou uma escrita enérgica, anímica, além de expandir a minha compreensão para a existência de uma estrutura textual. A partir daí, outras leituras foram fundamentais: Uma temporada no inferno, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fronteirasdapele.wordpress.com&amp;blog=8810593&amp;post=16&amp;subd=fronteirasdapele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Minha inclinação para a poesia se iniciou na adolescência e me lembro que a leitura de <strong>Alberto Moravia</strong> e de <strong>Baudelaire</strong> (As Flores do mal) me apresentou uma escrita enérgica, anímica, além de expandir a minha compreensão para a existência de uma estrutura textual. A partir daí, outras leituras foram fundamentais: <em>Uma temporada no inferno</em>, do <strong>Rimbaud</strong>, <em>A Divina Comédia</em> (mais tarde li na versão original e o prazer foi redobrado ao descobrir como a linguagem arcaica contextualiza historicamente a obra de <strong>Dante</strong>, mas ao mesmo tempo é uma surpresa estética para o leitor contemporâneo), <em>O livro das horas</em>, do <strong>Rilke</strong>, muito da obra do <strong>Pessoa</strong>, do <strong>Drummond</strong>, alguns poemas específicos de <strong>Cecília Meireles</strong>, <strong>João Cabral</strong> e os concretistas. Mais tarde descobri poetas ingleses, franceses, irlandeses, americanos, mexicanos, sul-americanos, poetas orientais, e sigo nessas descobertas. Devo mencionar ainda algumas obras e autores singulares, <em>sui generis</em>, tanto da poesia como da ficção e, nesse sentido, seriam muitos os exemplos, desde o <em>Popol Vuh</em>, passando por <strong>Sóror Juana Inés de La Cruz</strong>, <strong>E. A. Poe</strong>, <strong>Joyce</strong>, <strong>Clarice Lispector</strong>, a poesia em dialeto de <strong>Pasolini</strong>, os orikis de <strong>Antonio Risério</strong>&#8230; Todas essas leituras me provocaram em determinado aspecto e momento, me incitaram a dissecá-las, mais do que outras tantas, e de alguma forma se tornaram um palimpsesto, o amálgama que utilizo quando penso em poesia.</p></blockquote>
<p>(ANA MARIA RAMIRO, em entrevista concedida ao jornalista Edson Cruz, para o blog <a title="Sambaquis" href="http://sambaquis.blogspot.com/search/label/Ana%20Maria%20Ramiro" target="_blank">Sambaquis</a>)</p>
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		<title>A poesia sem fronteiras de Ana Ramiro</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 05:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fronteirasdapele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Alexandre Marino Na poesia, a palavra é um horizonte aberto de possibilidades imagéticas. A riqueza da poesia, em contraponto à contenção de palavras, é essa explosão de sentidos que brotam das sílabas, silêncios, ritmos e espaços em branco. Para medi-la, se é que é mensurável, é preciso, mais do que os olhos, abrir o coração. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fronteirasdapele.wordpress.com&amp;blog=8810593&amp;post=1&amp;subd=fronteirasdapele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:right;">Alexandre Marino</h2>
<p>Na poesia, a palavra é um horizonte aberto de possibilidades imagéticas. A riqueza da poesia, em contraponto à contenção de palavras, é essa explosão de sentidos que brotam das sílabas, silêncios, ritmos e espaços em branco. Para medi-la, se é que é mensurável, é preciso, mais do que os olhos, abrir o coração.</p>
<p>A poesia de Ana Maria Ramiro é exemplar dessa linguagem sem limites, que oferece a possibilidade da transcendência na leitura. Em <em>Fronteiras da Pele</em>, ela traz para a condição de arte o corpo e seus elementos. E se a perspectiva do prazer, sua razão de ser, provoca a inquietação do corpo, a poesia é fruto da inquietação da alma. Não é por outra razão que o primeiro verso do poema <em>Belzing Bug</em> já revela a mão tateando a possibilidade do rosto, vertida em tarântula, que nesse gesto executa o preciso movimento que tem como fim a saciedade – logo, o prazer.</p>
<p>Sem a pretensão de desvendá-la, o melhor a fazer é mergulhar na poesia de Ana Maria Ramiro e entregar-se ao ritmo de seus versos, deixar que a minuciosa elaboração conduza a leitura. Entre as boas surpresas proporcionadas por esse exercício está o encontro de algumas palavras que se destacam das demais – como se tivessem som mais agudo ou cor mais vibrante – e que se apresentam como guias de viagem. Tais palavras, que o leitor deve assumir o risco de identificar (ou não), darão o tom das diversas sensações proporcionadas por essa entrega. E aqui é bom lembrar que, em poesia, o importante é abrir-se à sensação, mais que buscar o entendimento racional.</p>
<p>Ana Maria trabalha com palavras e imagens delicadamente escolhidas, com esmero e precisão, para elaborar a idéia que o poema contém. Algumas parecem ter sido inventadas especificamente para amalgamar os seus poemas. “Quadro a quadro / o tempo retrocede // descaminham / os pés / sob um solo móvel” (<em>Abissínia</em>).</p>
<p>A autora lança mão do poder das metáforas para intensificar a interação entre palavra e corpo, como no belo <em>Linhas de fuga</em> (“um mergulho // sistemático no fundo do aquário / em busca da escama, no hiato / da pedra, o salto / atávico”) ou em <em>Origami urbano</em> (“A cada vinco, mudanças / na química do asfalto // embotar o gris, romper / a lápide que se estende / sob o casco humano // céu de agapanto”).</p>
<p>Nesse exercício de enfrentar as fronteiras da pele, Ana Ramiro brinca de esfinge e assim se apresenta ao leitor perplexo. Mas ler poesia não é desvendar enigmas; é romper, ao lado do poeta, os limites que a ambos se apresentam, para assim se respirar a liberdade oferecida pelo vôo das palavras (“bailarina no globo / da morte, o pensamento fixo / num ponto sem foco”), pelo mergulho na metáfora (“acima da sombra, um pássaro / renega casa, identidade / e se desfolha // nômade”), pelo gozo diante do encontro a realizar (“no deserto da pele (sinuosa) // uma jóia desliza / nua”).</p>
<p>A poesia de Ana Maria Ramiro abre possibilidades de leituras e releituras que absorvem o parceiro-leitor em redemoinho, oferecendo-lhe não respostas, mas perplexidades. <em>Fronteiras da pele</em> prossegue o caminho aberto em seu livro anterior, <em>Desejos de Gaia</em>, um tratado sobre os sagrados calores que alimentam o corpo e lhe proporcionam energia vital. Mas, se no volume de 2007 Ana Ramiro carregava em fina ironia, em <em>Fronteiras da pele</em> ela intensifica a “elaboração do gesto” (“reconhecer-se na fome / do tigre, // sentir seus músculos, / seu hálito, // ler o segredo / estampado // no rajado da pele”). Esse salto além faz de sua poesia uma bela aventura.</p>
<p>(PUBLICADO NA REVISTA VIRTUAL CONEXÃO MARINGÁ)</p>
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